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De 15 a 18 de outubro de 2009 foi realizado em Brasília o Encontro Nacional de Pregadores. O material que a equipe nacional do MCS produziu durante o evento pode ser acessado no site pregacao.rccbrasil.org.br.
Paz e bem!
Este post foi totalmente editado no dia 09/10/2009, já que no lugar do encontro entre três ministérios haverá o Encontro Arquidiocesano de Jovens.

O Senhor seu Deus lhes assegurará a vitória. (Zacarias 9,16)
Clique para ouvir ou salvar a vinheta ♫
- Dias: 24 e 25 de outubro de 2009 (sábado e domingo)
- Início: 8h da manhã (nos dois dias)
- Local: Associação Servos de Deus (ASD), Setor Coimbra, Goiânia
- Inscrição: R$ 10,00
Para mais informações, deixe seu comentário.
Paz e bem!
A missa de encerramento do V Encontro Estadual de Jovens, realizada na tarde de domingo (06/09) foi presidida por Dom José Chaves.
No evangelho pediram a Jesus que curasse um homem surdo-mudo. Jesus o tocou, fez toda uma simbologia, que para Ele era desnecessário, mas era a ação vivível de Deus invisível. A fé vem pelo ouvido e assim Jesus fez o homem ouvir.
“Nós temos a obrigação de ouvir a palavra de Deus, pois ela nos transforma” diz D. José exemplificando com algumas histórias da Bíblia que nos mostram isto:
- Marta e Maria: Quando Jesus as visitava, Maria ficava ouvindo Jesus e Marta reclamando, mas Jesus dizia. “Marta, Marta, Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada.” (Lucas 10, 42)
- Saulo de Tarso foi chamado por Jesus no caminho para Damasco e teve sua vida transformada.
- Samuel enquanto dormia, ouviu a voz do Senhor que o chamava e se transformou. (Samuel 3, 4-21)
- Maria ouviu o chamado do Senhor por meio do anjo e o mundo se transformou.
D. José nos alerta que muitas vezes temos cera no ouvido que nos impede de ouvir a voz de Deus: distração, incredulidade, barulho do mundo globalizado, etc.
“É necessário tirar essa cera para assimilar e guardar a voz de Deus. Rezar e não somente orar, pois rezar compreende não somente falar mas ouvir a Deus. Silenciar para Deus falar, pois Ele nos fala no silêncio, pela meditação, no pensar com o coração.”
“Muitos têm boca mas não falam, não proclamam a palavra de Deus. Até mesmo no sacramento da confissão, muitos não confessam seus pecados deixando-os apodrecerem no coração. Isso gera um mal, muitas vezes incurável como câncer. Além de ouvir a palavra, precisamos louvar a Deus por tudo e colocar em prática, principalmente os seus mandamentos”. Dom José Chaves
Ministério de Comunicação Social
No workshop sobre Afetividade e Sexualidade realizado na tarde domingo (06/set) durante o V Encontro Estadual de Jovens, os jovens Henrique, Tiago e Sandrina, membros do núcleo do Ministério Jovem de Goiás, trataram o tema “A beleza fascinante da castidade” mostrando aos jovens os grandes desafios e maravilhas de se viver esse fruto do Espírito Santo.
Quando perguntamos qual a definição para castidade, obtemos muitas opiniões: sexo só depois do casamento, fidelidade, abster-se de relações sexuais, enfim, associamos sempre ao sexo. Mas nem é só isso. A castidade vai além de sexo.
Essência do homem
Para bem entender a razão para se viver castamente, foi colocada para os jovens a necessidade de se compreender a sua essência. Devemos responder a perguntas como:
- Quem é Deus? Deus é amor.
- Quem somos nós? Somos imagem e semelhança de Deus.
Logo, somos amor e temos que amar. O problema é que às vezes nos esquecemos disso ou não compreendemos esta verdade. Deus, no seu infinito amor, nos fez como maior obra de sua criação. Então, se somos amor e fomos criados para amar, por que tanta dificuldade para isto?
Devido ao pecado que entrou na vida do homem, o orgulho, fraturando seu interior. Onde tinha equilíbrio, o pecado deixou desequilíbrio. Mas para resolver esse problema, Deus enviou seu filho amado, Jesus, para restaurar essa fratura no interior do homem, devolvendo-o sua essência. Podemos experimentar isto quando estamos íntimos do Espírito Santo, ele traz de volta o que é a nossa essência.
Quando nos esquecemos quem somos, de quem somos, acreditamos em tudo o que dizem a nosso respeito, nos deixamos levar pelos outros e não pela luz do Espírito Santo.
Castidade: pleno domínio de si
Essa é a melhor definição. Muitas pessoas têm uma imagem errada de castidade, associado-a NÃO: não a sexo, não ao prazer, não a diversão; enquanto castidade quer dizer SIM. Primeiro você diz sim ao plano de Deus, então você vive a castidade como uma resposta a este sim e, consequentemente, diz não a tudo que é oposto a Ele. Castidade é liberdade de escolha. Você escolhe o que convém a Deus, não deixando se levar por seus egoísmos, vontades e impulsos.
Frutos da castidade
A castidade, quando vivida, gera frutos como: serenidade; temperança; amor a Deus; alegria; visão pura; vigor para coisas úteis como visitar um doente, estudar, praticar esportes; amadurecimento da personalidade; respeito; esforço em fazer o outro feliz; boa superação de problemas ou dificuldades; etc.
Meios
A castidade é dom, depende do amor de Deus; se torna uma virtude quando temos o propósito de vivê-la.
Ter vida de oração pessoal, ter vida comunitária, ter convicção, ter disciplina (ascese), buscar os sacramentos, principalmente eucaristia e confissão, praticar atividades físicas, entre outros, são meios que ajudam na vivência da castidade.
Sexo
O sexo (desejo sexual) foi colocado por Deus, portanto em si não é pecado. O pecado está na forma e na hora que é feito. Viver com sexo desregrado, como quiser, com quem quiser, não leva a realização da finalidade com o qual foi criado: procriação e união. O sexo diz respeito a capacidade de amar e procriar, criando vínculos de comunhão com os outros. O amor conjugal entre homem e mulher atende a esta dupla exigência: fidelidade e fecundidade.
O mundo hoje é bombardeado diariamente com ideias para se viver a seu bem prazer. Vende uma vida de ilusão onde ninguém precisa ter responsabilidade com ninguém. Não podemos nos enganar. Rezar para que, à luz do Espírito Santo, tomemos a decisão correta. Devemos lutar pelo projeto de Deus. A felicidade plena só será alcançada quando fizermos a vontade de Deus.
Ministério de Comunicação Social
O workshop sobre Missão, realizado na tarde de domingo (06/set) do V Encontro Estadual de Jovens, foi conduzido por Abigail Trindade, membro do núcleo estadual do Ministério Jovem de Goiás e da equipe de pregadores jovens da RCC Brasil. Ele iniciou o momento explicando aos jovens o que significa a palavra missão.
“A missão é delegada por alguém, é o poder que se confere a alguém a fazer algo. Não existe missão grande ou pequena, não interessa se você varrerá o chão, acolherá na porta do seu grupo de oração ou fará uma pregação. Toda missão para Deus é missão”.
Em seguida o pregador apresentou doze características do missionário exortando cada pessoa a ser cheia de Deus, a buscar a intimidade com Deus:
- Está inserido na realidade do seu povo.
- É responsável.
- É paciente e perseverante.
- É íntimo de Deus.
- Tem fé.
- É humilde.
- Fala a verdade.
- Vive as bem-aventuranças.
- Usa os carismas.
- É membro do corpo místico de Cristo.
- Tem visão do plano de Deus.
- Zela pelo evangelho.
Em outro momento todos foram convidados a exercitar as características do missionário uns com os outros, os jovens ficaram de dois a dois e tiveram um momento de oração e escuta profética.
Ministério de Comunicação Social
No workshop sobre Vocações, no início da tarde de domingo (06/set) no V Encontro Estadual de Jovens, o Padre Rodrigo de Castro, coordenador do Setor Juventude e Vocação da Arquidiocese de Goiânia, fez uma excelente explanação aos jovens presentes sobre as vocações de vida.
Os chamados vocacionais:
- 1. Sacerdócio
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São os homens chamados a ser pastores que “dão a vida pelas ovelhas” (João 10, 15b).
- 2. Vida religiosa
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São celibatários vocacionados à missão de uma determinada congregação religiosa, como as Irmãs Paulinas, que evangelizam pelos meios de comunicação, ou os Salesianos, que trabalham a educação infanto-juvenil.
Um padre de uma congregação deve ser um homem que tem tanto a vocação sacerdotal como a religiosa.
A maioria das vocações religiosas pressupõem também uma vocação missionária, já que as congregações geralmente têm missões em vários locais do mundo e o(a) religioso(a) deve ter disponibilidade e desapego para deixar sua terra de origem.
- 3. Laicato
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Para melhor entendimento, a vocação leiga pode ser dividida em:
Vida matrimonial – Leigos vocacionados para constituir família. Os filhos fazem parte da vida matrimonial. Não há vocação para o matrimônio se não há vocação para a paternidade (maternidade).
Leigos celibatários – Pessoas que, mesmo sem seguir a vida sacerdotal ou religiosa, não têm vocação para o matrimônio, mas sim para serem solteiros castos que dedicam-se integralmente à obra de Deus.
- 4. Vida de comunidade
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São pessoas consagradas que vivem em uma comunidade, como Canção Nova ou Luz da Vida. Podem ser casais, religiosos, sacerdotes ou solteiros celibatários.
- 5. Vida missionária
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São aqueles que deixam sua terra de origem para evangelizar em uma terra de missão. Os missionários podem ser sacerdotes, religiosos ou leigos.
O discernimento vocacional
Pe. Rodrigo esclarece aos jovens que o primeiro ponto da vocação é a felicidade, pois somos chamados a ser felizes. Por isso, não existe uma vocação mais nobre do que as outras. Todas as vocações são igualmente importantes.
“A Igreja não precisa de padres, de freiras, de casais, de missionários… Nós precisamos é de pessoas que vivam com felicidade suas verdadeiras vocações, sejam elas quais forem, pois todas são igualmente importantes e igualmente belas se vividas com sinceridade”. Pe. Rodrigo de Castro
Respondendo às dúvidas dos jovens, o sacerdote reforça a importância do caminho vocacional que deve ser feito com o acompanhamento de um diretor espiritual, de preferência um padre da paróquia de origem do jovem.
Segundo Pe. Rodrigo, os sinais de nossa vocação devem ser identificados na própria vida paroquial, de forma que os irmãos e o padre confirmem nosso chamado.
Ele esclarece ainda que uma vocação não pode ser conquistada porque não precisamos lutar por ela. Ela já nasce em nós, só precisamos descobrí-la e vivê-la com naturalidade, pois a vocação não é um peso, mas sim uma graça.
“Vocação é o ponto de encontro entre meu desejo e o desejo de Deus. Deus tem um sonho para cada um de nós”. Pe. Rodrigo de Castro
O sacerdote ensina também que vocação não é imitação. Não é porque admiramos a vocação de alguém que o nosso chamado é o mesmo. Pe. Rodrigo reforça que é preciso descobrir com sinceridade a vida à qual Deus nos chama e viver com intensidade esse dom.
“Viver nossa vocação é apenas responder nosso sim à Deus, por isso não precisamos experimentar outros caminhos antes de decidir. Ao contrário, a partir do momento em que reconhecemos o nosso chamado devemos viver com radicalidade aquilo para o qual o Senhor nos chama”. Pe. Rodrigo de Castro
O padre lembra ainda que não devemos nos iludir, todos os chamados vocacionais têm renúncias que só poderemos aceitar sem sofrimento se estivermos no caminho certo.
O testemunho de Fábio Lira
Ainda no workshop sobre Vocações, o missionário Fábio Lira deu o testemunho da vocação. O goiano de Itumbiara, que há 12 anos vive na comunidade Canção Nova, vive com alegria e naturalidade sua vida comunitária, missionária e matrimonial.
“Sou o homem mais feliz do mundo. Não conheço nenhum outro mais feliz do que eu”. Fábio Lira
Questionado sobre como conciliar tudo isso, Fábio Lira esclareceu que, a partir do momento em que contraiu matrimônio, seu primeiro chamado é ser família e por isso viaja em missão no máximo uma vez por mês.
Já para exemplificar como é a vida matrimonial dentro de uma comunidade, Fábio Lira relatou que todos os móveis da casa onde mora atualmente com sua família, em Cachoeira Paulista, foram doados por membros da comunidade, da mesma forma que todos os móveis da casa onde morava quando se casou, em Brasília, ficaram lá para outros irmãos da Canção Nova.
Ministério de Comunicação Social
Rhadamés de Freitas, coordenador estadual do Ministério Jovem, iniciou sua pregação na manhã de domingo (06/set) do V Encontro Estadual de Jovens com o texto de Jeremias 1, 4-10, com destque para o último versículo:
“Vê: dou-te hoje poder sobre as nações sobre os reinos para arrancares e demolires, para arruinares e destruíres, para edificares e plantares”. Jeremias 1, 10
O pregador nos alerta que o entusiasmo gerado por encontros como este não dura para sempre se não levarmos essa mesma alegria para nossos grupos de oração. Com o passar do tempo o inimigo tenta tirar o entusiasmo dos encontros e só a uma vida de oração e testemunho pode manter a chama acesa, diz Rhadamés.
O coordenador fala que, para que demos frutos como profetas, a presença de Deus deve ser sentida em cada jovem. “Que as pessoas que passam na porta do seu grupo de oração sintam que ali tem algo diferente: você!”
“É preciso que tenhamos atitude de profeta, só seu testemunho poderá mudar o mundo. Nós não escolhemos Jesus, somos escolhidos, por isso devemos sair de nossos muros e ir ao encontro das pessoas.” Rhadamés de Freitas
Ele nos exorta ainda para que nós, como jovens profetas, não sejamos como os que estão nos grupos de oração em busca de cargo e visibilidade porque se esqueceram do real propósito pelo qual estão ali: salvar almas.
Para fazer diferença, continua Rhadamés, o jovem profeta não pode ter medo de incomodar: é preciso abandonar a preguiça, ter vida de oração, acreditar no seu potencial de profeta e não deixar que o passado atrapalhe a sua missão. Só assim o jovem fará diferença em seu grupo de oração, na vida das pessoas e na sociedade, afirma o pregador que conclui com o seguinte trecho do primeiro livro dos Macabeus:
“Preparai-vos, disse-lhes Judas, sede corajosos e estai prontos desde a manhã para o combate a essas nações que estão unidas para nos arruinar, a nós e tudo o que possuímos de sagrado; porquanto é preferível morrer no combate, que ver nosso povo perseguido e profanado nosso santuário. Que se faça somente a vontade de Deus!” I Macabeus 3, 58-60
Ministério de Comunicação Social
Roberto Ricardo, coordenador estadual da Renovação Carismática Católica de Goiás, realizou sua pregação Profetas pelo fogo do Espírito Santo na manhã de domingo (06/set) no V Encontro Estadual de Jovens.
Ele iniciou dando o testemunho de seu primeiro encontro pessoal com Jesus em 1976, durante um encontro de jovens, onde Deus usou de maneira até inusitada para levá-lo ao seu encontro. Ele sempre sentia algo que o movia para perto de Deus, mas não sabia ainda o que era. Ele foi tocado pela palavra de II Timóteo 2, 1-2:
“Tu, portanto, meu filho, procura progredir na graça de Jesus Cristo. O que de mim ouviste em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que por sua vez, sejam capazes de instruir a outros”.
Durante esses 33 anos de caminhada, Roberto Ricardo recebeu muitas profecias e Deus continua confiando a ele muitas missões. O coordenador estadual nos diz ainda que o grande segredo do profeta é deixar-se conduzir pelo Espírito Santo. Toda sua vida deve ser levada por este Espírito de Deus pois é ele que mexe, dá as ideias, cutuca o profeta, assim ele não para.
Roberto conclui expondo o projeto Pega Fogo Goiás, colocando os pontos já conquistados, incentivando os jovens a saírem deste encontro renovados e dispostos a anunciar a este mundo, como profetas, as maravilhas de Deus.
Ministério de Comunicação Social
A oração da manhã de domingo (06/set) no Encontro Estadual de Jovens 2009 foi conduzida pelo pregador Francisco Júnior.
Deus nos chama a reavivar em nós o gosto pela palavra de Deus que é “…um facho que ilumina meus passos, uma luz em meu caminho” (Salmo 118, 105). Toda a nossa vida deve ser espelhada nesta verdade, e mais que isso, em Tiago 1, 22 somos orientados a “Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos”.
O profeta anuncia o amor de Deus, e esse amor só é possível pelo poder da palavra. Portanto ter um grande amor pela palavra, acreditar em seu poder e vivê-la é fundamental. Deus nos chama a ser comunicadores da graça de Deus.
Deus nos envia em missão!
Ministério de Comunicação Social
Seguem as fotos da tarde domingo no V Encontro Estadual de Jovens.
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