Está chegando essa época do ano tão melindrosa, trazendo grandes oportunidades para o cristão: o feriado de carnaval. Oportunidade de santificação para alguns, mas de perdição para tantos outros. E a escolha de qual destas vamos abraçar é só minha, só sua.

Nestes dias vemos no noticiário a quantidade de acidentes fatais nas rodovias, de pessoas que perdem suas vidas sendo que sua única intenção era fugir do barulho da cidade grande e procurar descanso nas pequenas, na casa dos pais, na fazenda. Outras tantas vidas que são ceifadas nas algazarras e festejos por brigas, drogas, bebedeiras. E há tantas situações que matam mesmo são as almas: a prostituição, até infantil, o sexo desregrado, adultério, o prazer desregrado em todos os sentidos. A morte se torna parte do espetáculo. E para quem diz que é apenas telespectador, ouso dizer que a nossa passividade e omissão também mata.

Do outro lado temos, ainda que em pequenas proporções, oportunidades para que o feriado seja momento de encontro com Deus. Dentro da Igreja Católica Apostólica Romana, em diversos movimentos, inclusive RCC, são promovidos retiros e encontros para jovens e pessoas de todas as idades – uma chance de, como já diz o nome, se retirar do mundo e estar com Deus. Jovens que tomam a decisão de deixar para trás a micareta, para experimentar outra alegria, outro prazer.

Temos testemunhos várias conversões, de pessoas que se entregaram verdadeiramente a Jesus, foram batizadas no Espírito Santo e tomaram novos rumos em suas vidas a partir de um retiro ou acampamento de carnaval. Sinal de que a graça de Deus vem, aos poucos, chegando aos espaços dominados pelo mal para os santificar, restaurar, fazendo novas todas as coisas, trazendo de volta para Deus aquilo que lhe pertence, a alma dos seus filhos.

Há também aqueles que se decidem por se aproximarem de suas famílias, descansar com os filhos, longe da folia, do estresse, recobrar as forças. Não há mal nisso, desde que essas famílias sejam templos do Espírito Santo, lugar de convivência sadia e feliz, como são chamadas a serem, e como somos chamados a construir. Fica aqui a nossa prece para que seja de paz.

Mas que não nos esqueçamos que muitos santos utilizavam dessas datas para fazer penitencia, recolhimento, jejum e oração pelo mundo, pelos filhos de Deus. Não pensavam em si mesmos, mas na necessidade de conversão dos outros. Estes davam suas vidas pelos outros. E, no seu silêncio, contribuíram e contribuem ainda, para que o mundo seja mais santo.

Vejamos aqui que há possibilidades para nós. Há muitas portas abertas. Algumas se alargam aos nossos olhos, outras, são um tanto estreitas. Nos cabe escolher por onde passar. Mas, cuidado. As escolhas de hoje, ditam nosso amanhã. Como disse no início, é tempo de oportunidade: de santificação ou de perdição.

De todo modo, é nesses momentos que precisamos dar testemunho da nossa fé e alegria de ser cristão, de estar no mundo, mas não ser do mundo. De saber que nossa felicidade não é passageira, como um gole, mas é eterna se buscada e alicerçada no lugar certo. Mas também de nos conhecer e saber até onde podemos ir, e principalmente, onde não podemos ir, pois somos ainda muito frágeis para lutar contra aquele mal que nos persegue.

Faça sua escolha. Eu já fiz a minha.

Mas, fica aqui uma prece: Que seja de paz!

Onde eu e você estivermos, que levemos a paz! Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Lara Bianna.

Coordenadora MCS São Luis de Montes Belos